Lembrei-me agora de uma expressão portuguesa que tem um significado deveras nefasto. Preocupa-me, é claro, como, aliás, todas as expressões nacionais, mas esta tem algo de mórbido. Sim! É caso para dizer: ‘Há algo de podre no reino da Dinamarca!’ Basta substituir Dinamarca por Portugal e fica-se com uma frase que dá para todas as ocasiões – por ser verdade. De facto, há sempre algo de podre aqui, seja o governo, o estado, o governo ou o governo, há sempre qualquer coisa de mal – e de podre, por sinal.
Só de pensar que as pessoas dizem isto com um sorriso na cara – nem sempre, mas enfim… – dá-me nojo. Sim, nojo! Até parece que não se importam. Pois eu, por um, não ficarei em pé por isto (aka I, for one, will not stand for this). O estado a que o mundo chegou… Deprime-me verdadeiramente que as pessoas sejam cegas ao ponto de não ver.
Por outro lado, não deixo de achar perturbador… agoirento… sinistro… e no entanto nada aconteceu todos estes anos… mas pode ser amanhã… afinal de contas, é suposto ser sabedoria popular e a voz do povo é a voz de Deus, já dizia não sem quem lá no Frei Luís de coiso… Já não sei o que pensar…
Mas… se a vida são dois dias… então vamos todos morrer amanhã…
Estás a ver se o David Lynch vem ler o blog?
É que esse post não fez sentido 😛
Portugal é uma república, não um reino. 😛
Lá isso é verdade… touché… Mas também, ‘Há algo de podre na república de Portugal’ não soa tão bem nem tão shakespeariano…
tira o “na república de” e põe “em”… soa-me melhor 🙂
Em Portugal, só os idosos é que soam melhor…
E na Rússia Soviética, algo de podre há em TI!!! 😛